MALAGUETA DO DESERTO
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ANTES DO VOTO, A REFLEXÃO

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ANTES DO VOTO, A REFLEXÃO
Estive pensando numa curiosidade da vida política brasileira.
Onde estão os nossos intelectuais?
Nas universidades, nas academias, nos centros de pesquisa, na literatura, no jornalismo, nas artes, no cinema, no teatro, na música?
E, quando chega uma eleição presidencial, para que lado costumam pender?
Observando as manifestações públicas de muitos escritores, professores, pesquisadores, atores, cantores, cineastas e outros nomes conhecidos da cultura brasileira, tenho a impressão de que Lula e a esquerda encontram considerável simpatia nesses meios.
Mas o mundo pensante brasileiro não está apenas nas universidades, nos livros, nos palcos ou nos laboratórios.
Está também na fábrica, no comércio, no campo, na oficina, na escola, na igreja, na repartição pública e dentro das casas.
Está entre trabalhadores, estudantes, religiosos e pessoas experientes que aprenderam política não nos tratados acadêmicos, mas na dureza da própria vida.
São brasileiros que sabem o que significam o desemprego, a carestia, o salário perdendo valor, a inflação corroendo o orçamento doméstico, a economia em dificuldade e a insegurança diante do dia seguinte.
Alguns viveram períodos de maior prosperidade. Outros atravessaram tempos difíceis. E cada um guarda na memória aquilo que experimentou.
É justamente por isso que o voto merece mais do que paixão, simpatia ou antipatia.
Merece memória.
Merece comparação.
Merece informação.
Merece reflexão.
Olhe para o passado. Examine o presente. Compare propostas, realizações e resultados.
E, nessa comparação, faça perguntas concretas:
Em cada governo, o que efetivamente foi feito para combater a fome?
Quais programas de transferência de renda e assistência social foram criados, ampliados, reduzidos ou substituídos?
Como evoluíram a pobreza e a extrema pobreza?
Houve aumento real da renda dos mais pobres?
Quantos empregos foram criados e qual era o poder de compra do salário?
Não se limite aos discursos dos candidatos. Procure os números, considere as circunstâncias econômicas de cada período e compare os resultados.
Depois, diante da urna, que cada brasileiro decida de acordo com a própria consciência.
Pense.
Compare.
Depois, vote.
Fortaleza, 20 de setembro de 2026
MALAGUETA DO DESERTO